sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tradição do #FollowFriday

Logo que chegamos ao Twitter, DominioFeminino cercou-se de followers americanos   e isso deveu-se a alguns bons motivos nossos. Foi necessário seguir os básicos princípios de viajante: tomar pé de hábitos,  costumes, tradições, Estação, condições de tempo, e História locais, em qualquer ordem. Resumindo, saber e conhecer o terreno onde se está pisando.

A primeira dificuldade foi o Inglês. Mas não o Inglês comum coloquial ou formal e sim o Inglês das gírias bem atualizadas e expressões variáveis de Região para Região, estado para estado, nível sócio-econômico, cultural, intelectual, diferenças geracionais com o detalhe de estar se comunicando com milhares ao mesmo tempo e observando o estado de espírito de cada um naquele momento. Tem sido uma riquíssima experiência linguística. Divertida mesmo. Nisso, também fizemos escola no Twitter.

O povo americano extremamente prestimoso e gentil não é lá afeito a muitos salamaleques de demonstrações afetivas em público como beijos e abraços tratamentos íntimos de querido ou querida o que para eles,  indica até uma certa rudeza. Lá um ou outro, muito raramente, em geral mulheres. Até os tuites são claros e determinadamente guiados por temas ou agenda, visto que os objetivos deles nas redes virtuais ou é de ordem eminentemente de ativismo político ou negocial e não para fazer amigos como costumam atuar os brasileiros.

A disciplina natural daquele povo não é estranha ao DominioFeminino e facilmente constata quem quiser surfar em nosso Portal e ler nos blocos temáticos, uma semelhança. Eis porque para nós é muito fácil compreendê-los em tudo e desfrutar de companhias que acrescentam, além de parceiros que nos retira do isolamento das idéias políticas e da privação de bons interlocutores.

Inicialmente, nos primeiros tempos, no dia de sexta-feira encontramos uma novidade bem divertida e não compreendíamos como alguns followers fugiam do #FollowFriday se era uma coisa tão divertida e simpática como festa do pijama no estilo americano, é preciso ressaltar. Hoje já não vemos como tão divertida assim. Cansa muito por exigir uma disciplina monumental. Por outro lado, tem o incoventiente de por em risco de ferir suscetibilidades de parte dos seguidores, daqueles que não forem lembrados.

Como citar todos não é possível, principalmente para os que tem seguidores para lá de 60.000 melhor trabalhar com outras estratégias, como, em geral é o que acontece. Mas mesmo assim, para quem tem poucos followers na casa dos 2.000, lidar com o FollowFriday ou #FF requer um descomunal esforço e criatividade.

Há quem demore, ou nunca descubra, certos procedimentos inaceitáves pelos americanos, tal como recomendar alguém como se o seguisse. Esse truque é tão utilizado quanto rejeitado. São espertinhos que para se fazerem  visíveis enviam recomendação para dar impressão de estar entre followers comuns aos dois e chegam  ao cúmulo de fazer RT #FF de estranhos. Tentam assim angariar simpatias e serem seguidos. O truque é manjadíssimo e por isso mesmo  mortal tem resultado desastroso. Seria o equivalente ao "bicão" ou "abeiro", enfim, um oportunista.

Saudações de entrada e saída ficam ao gosto de cada um. Bom dia, boa tarde e boa noite é feita de forma geral. Aqui está a desvantagem dos brasileiros que entopem a timeline com saudações. Uns poucos são saudações sinceras, mas na maioria é visita de manutenção, digamos uma titude política ou politiqueira, em alguns casos.

O #FollowFriday só provoca flood em timelines um dia na semana, enquanto que as saudações personalizadas dos brasileiros entopem as timelines várias vezes ao dia e obriga o saudado a retornar o cumprimento o que toma o tempo precioso de ler todos os tuites, selecionar os melhores, responder ou fazer RT. No uso do Twitter na direção inversa  dos americanos, os brasileiros dispõem de menos substância por diferença de propósitos na vivência da rede virtual (social) do Twitter.

Por conta desta falta de propósitos, o resultado da pouca susbstância do que é tuitado é por ser quase sempre muito aleatório ou são tuites de oportunidade surgidos de notícias inesperadas como repiques e se propagam na mesmice. Para os que estão lá para trabalhar ou dedicar-se ao ativismo político é necessária disciplina redobrada, como pautar os tuites para o dia inteiro, ou se possível adiantar-se em uma semana. Dá até para pautar alguns tuites com um mês de antecedência.

Nisso a disciplina americana ajuda muito, pois que, só há um dia na semana quando todos se cumprimentam, apresentam e indicam seguidores;  essa economia de tempo nos permite programar para perder um dia inteiro, ou não aparecer na timeline, como ocorre com os cansados que se tornam foragidos da sexta-feira do #FollowFriday.

Um comentário:

Dri Falavigna disse...

Há uma diferença gritante nos costumes entre os brasileiros e americanos. Há diversos #FFs de pessoas as quais nuncam entraram na TimeLine, nem ao menos tiveram nenhum tipo de contrato ou troca de ideais.
Pior, pessoas pedindo para serem seguidas!Como se o Twitter fosse algum tipo de concurso para acumular seguidores.
Há dificuldade para os brasileiros entenderem o Twitter como ferramenta de interação e troca de informações. Enquanto isso, o esforço para as gentilezas dos bom dias, durante todos os dias e do #FF são hércules.
Mas é assim mesmo, as novidades tem o seu tempo, e cada sociedade tem sua característica.

Adriana