quinta-feira, 9 de março de 2017

A Federação que não deu certo


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Por Jorge E. M. Geisel


“A História nos ensina que homens e nações só agem ajuizadamente quando estão esgotadas todas as demais alternativas” – Benjamin Disraeli (1804-1881), estadista inglês.
Tive a sorte de ler um raro e excelente artigo sobre aspectos cruciais do federalismo brasileiro. Seu título “Federação Falsificada” é da lavra do Dr. Oscar Vilhena Vieira e foi publicado pela Folha de São Paulo (11/01/2014)

O título do artigo é muito interessante, pois qualifica de falsa a Federação tupiniquim. Ora, qual o tipo de Federação desejada pelo douto autor, para um país de milhões de burros falantes comandados por canalhas com ortografia?

A forma federativa de estado, que poderá agasalhar estados subnacionais e ou até multinacionais, apresenta-se na formatação política julgada conveniente pelas leis que regem uma União, desde que não seja engessada por normas pétreas que possam limitar as liberdades de futuras escolhas em busca de melhores soluções ou destinos. O princípio da autodeterminação dos povos deve ser o esteio para abolição de qualquer escravidão política que submeta qualquer povo ou fração populacional aos ditames de partidos ou de indivíduos configurados no âmbito da tirania. O direito de rebelião deveria ser assegurado como direito fundamental de qualquer povo livre.

A constituição lançadora dos "Estados Unidos do Brazil", em 24 de fevereiro de 1891, por um golpe de estado militar que demoliu um império, com suas províncias e sob regime de monarquia constitucional, foi obra do liberal monarquista-federalista Rui Barbosa e de alguns sábios republicanos, atentos às históricas demandas por autonomia de algumas províncias do "Império do Brazil".

Entretanto, a modesta e amoldada forma federativa adotada originalmente, foi sendo alterada sem qualquer referendo pelos legislativos dos estados integrantes da União, e até funcionalmente abolida pela ditadura fascista-positivista de Vargas durante quinze anos, a única e verdadeira ditadura havida no Brasil, desde os nossos tempos coloniais. Mas, os esforços da barafunda burocrática social-democrata, complementada pelo trabalhismo hospedeiro de todos os matizes do vermelho, que mais tarde pariu o bacharel Jango, o Engº Brizola, o próprio PT com seus satélites e a penosa Consolidação das Leis do Trabalho, além do terrorismo tributário, simplesmente avivaram o DNA histórico para a criação de novas versões de capitanias hereditárias. O Maranhão, por exemplo, que fora um próspero Estado pombalino separado do Estado Brasil, hoje não passa de uma colônia familiar digna de reinóis...

Sob o autoritarismo do regime de 1964, em que pese haver respeitado a forma federativa de estado, não teve nenhum pejo em substituir o nome histórico do país para "República Federativa do Brasil", uma afronta engolida pelos que vieram depois, tendo em vista que também rezavam por cartilha centralizadora do Poder.

Claro está, para um bom observador, que o Estado de Direito brasileiro, a partir de 1988, apropriou-se de todas as mazelas e vícios, de gestões do passado tupiniquim, estabelecendo um sistema de governo parlamentar presidencialista, algo como um produto híbrido vindo de girafa com zebra...

Das muitas curiosidades, de verdadeiras anomalias federativas, citamos a criação de novos estados por vontade política patrimonialista e por negociações espúrias em busca de maior representação partidária. Outro caso significativo é a autonomia concedida ao Distrito Federal, que ao invés de servir ao Brasil, dele serve-se com esbanjamento e via processo parasitário , pela centralização sistêmica e exorbitante dos três poderes da União. Uma inconsistência política que fere qualquer forma federativa constituída por Estados politicamente autônomos, é a consideração de que seus municípios são entes federados, respondendo em muitas questões em contato direto com os poderes federais, sob alheamento de suas governanças estaduais. A caracterização dos deputados federais como verdadeiros procuradores e despachantes junto ao Orçamento e aos Poderes da União, achicam os perfis necessários aos candidatos às representações legislativas e solidificam as ditaduras partidárias, como verdadeiros nódulos nos vasos de comunicação esclerosada entre o Município e o seu Estado Federado.

A situação mais aviltante da Federação tupiniquim é a representação desproporcional dos eleitorados estaduais na Câmara Federal, sem mencionar o excesso de congressistas, onde um voto acreano ou maranhense vale muito mais do que um voto paulista, gaúcho ou mineiro... Que Estado de Direito é esse, tchê?

O chamado "federalismo cooperativo", vigente nos EUA e supostamente adotado no Brasil, tornou-se uma agenda de desvios permanentes e obrigatórios de recursos de estados produtivos para unidades federativas sem qualquer capacidade para o exercício de autonomia com grandeza mínima. O Brasil vive sua longa marcha em prol do coitadismo e da escravidão voluntária. Há muito, já deveriam ter sido transformados em territórios federais..
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Como vemos, não seguimos o Federalismo norte-americano, nosso inspirador na inauguração republicana, muito menos o da maravilhosa Confederação Helvética, ou da proficiente e moderna Alemanha Federal. Estamos muito mais próximos, pelas necessidades da desconsideração socialista delinquente de nossa vastidão continental e das nossas diversidades regionais, cada vez mais, do modelo russo da finada URSS e do atual reinado geopolítico de Putin...

Jorge E. M. Geisel é Advogado.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Os benefícios das rebeliões nas prisões



Cariocas e fluminenses assistiram apavorados, perplexos e impotentes aos ataques violentos das facções criminosas que atuam no Estado do Rio de Janeiro, mormente na Capital do Estado.

Curiosa e coincidentemente, o ex-governador Cabral e Anthony Garotinho haviam sido presos, naquela ocasião. Tão logo o Garotinho foi posto em liberdade, a onda foi afinando o volume.

Passado algum tempo, irrompe nas prisões do Norte/Nordeste ferozes rebeliões com características de assassinatos estranhos,  como a degola de presos.

Hoje, nesta data, Mônica Bérgamo escreve em sua coluna na Folha, que o Eduardo Cunha teme que uma rebelião ocorra nas prisões do Paraná onde ele se encontra preso.

De todas as curiosidades, a mais interrogativa é o fato das rebeliões não terem se espalhado chegando ao Rio de Janeiro. O complexo de Bangu, ou complexo de Jericinó,  está silente.

Dirão que é porque o complexo carioca  não passa pelo mesmo estado de degradação do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, AM, e Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal.

Se assim é, por qual motivo estaria Eduardo Cunha temeroso? O Cabral e esposa não estão assustados?

Assustados ou não, o fato é que, pensando bem, rebeliões nos presídios do Paraná e do Rio de Janeiro beneficiaria todos os presos pela LavaJato.

Uma forma engenhosa de recorrer e acabar em prisão domiciliar.







segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Primeiro, cumpra o seu dever cívico






Desde a fundação da República do Brasil, vivemos de alternâncias entre o poder militar e civil. Isso foi em 1889  127 anos  e,  o vício da mesma alternância sustenta-se na raiz da cultura política do Brasil e dos brasileiros, por conseguinte.

Os ventos da Esquerda no poder, por mais de 14 anos, soprou contra a Direita fazendo-a enterrar-se no silêncio que se passou a chamar de "a maioria silenciosa" e inerte.

Por sua natureza, a Direita não vive em movimento, ao contrário da Esquerda que, para sobreviver têm necessidade de estar em constante combate e renovação de bandeiras.

Nesta crise, resultado da ganância de poder da Esquerda e os oceanos de corrupção, surgiu um salvador, o Roberto Jefferson, que logo se transformou em heroi na falta de um verdadeiro.

A seguir, os jovens da força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, retirou a névoa paralisante da Direita e logo, a referida ressurgiu com força na voz, indo às ruas.

Há um coro dissonante com as pressões contra os políticos, com as exigências desta população maioria antes silenciosa, quase obsequiosa em tempos de poder das Esquerdas.

Parte deste coro,  formada de militaristas,  que pede o cumprimento do artigo da Constituição que reza a tomada de poder, em caso extremo de insegurança institucional. Não é o caso, pelo menos até agora, não é.

Como o dito acima, são 127 anos de memória de tomada de poder pelos militares.

Não entra na cabeça dos grupos nacional-militaristas que, um povo que não se pauta pela responsabilidade inerente ao civismo, não pode, simplesmente, agir de maneira permissiva, elegendo inidôneos como seus representantes nem seguir sem fiscalizar os Poderes.

O resultado é correr para pedir às Forças Armadas que assumam essa responsabilidade que o próprio povo não quis assumir por imaturidade e vícios cívicos.

Não é função dos militares corrigir os erros dos paisanos. Não podemos jogar a trouxa de erros nas costas das nossas Forças Armadas. Precisamos fazer este vício cessar de uma vez por todas e que os civis pratiquem o civismo.



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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

CAMPANHA pelo LULA




A tal campanha organizada pelo PT e outros partidos de esquerda para tentar sabotar a Administração do Governo temer e salvar o Lula da prisão, resume-se no caos.


Do jornalista, cronista e livre-pensador RICARDO RANGEL:



 “As escolas pertencem aos estudantes! Vamos ocupar as escolas e impedir as aulas até que o governo dê à educação a atenção adequada. Este é um movimento importante para melhorar a educação no país.”
Fiquei pensando como seria se o movimento dos estudantes se alastrasse para outros setores...
“Os hospitais pertencem aos doentes! Vamos ocupar os hospitais e impedir as cirurgias até que o governo dê à saúde a atenção adequada. Este é um movimento importante para melhorar a saúde no país.”
“As delegacias pertencem às vítimas de crimes! Vamos ocupar as delegacias e impedir as investigações até que o governo dê à segurança a atenção adequada. Este é um movimento importante para melhorar a segurança no país.”
“Os quartéis pertencem aos donos de imóveis incendiados! Vamos ocupar os quartéis e impedir o combate ao fogo até que o governo dê à prevenção de incêndios a atenção adequada. Este é um movimento importante para melhorar a prevenção de incêndios no país.”
“Os cemitérios pertencem aos mortos! Vamos desocupar os cemitérios e impedir os enterros até que o governo dê aos sepultamentos a atenção adequada. Este é um movimento importante para melhorar a qualidade das sepulturas e mausoléus do país.” 


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

SUPORTE PARA TELEFONE


Suporte para celular





Utilidade: enquanto você se ocupa com outra coisa deixa o celular tocando música ou apenas carregando.

Não é muito comum encontramos ideias simpáticas e úteis. Úteis são aquelas que as pessoas precisam usar no cotidiano e não ser mais uma coisinha para juntar poeira. 

De tudo que vimos por aí, essa ideia é muito bacaninha.

Rolos de papel toalha, rolos de papel filme e papel laminado são a matéria prima pra a execução desta ideia.
Cola, tesoura, pregadores de roupas e restos de tecidos que você ou alguém da família tenha guardado.
Verniz. Depois de tudo pronto, dê acabamento com verniz comum, de pintar madeira.

Siga os passos das fotos e você chegará ao final do trabalho.

O que se segue tem um tamanho para vários celulares carregando. 




1 Dois tubos de papelão
1 tubo você divide ao meio e o outro corta apenas ao meio, mas sem dividir. Deixa recortadas duas tampinhas de papelão.
No tubo apenas separado ao meio, você encaixa a metade do outro tubo e cola. Prenda as extremidades com pegadores de roupas para fixar.

Perceba bem o encaixe do tubo inteiro cortado apenas ao meio e a outra metade do segundo tubo. As partes já estão coladas e presas com os pegadores de roupas enquanto a cola seca. A seguir é só forrar com tecido ou deixar na pintura e dar uma demão de verniz

O tamanho abaixo é apenas para um celular. 



O procedimento é o mesmo usado para a execução do tamanho maior.



Você pode escolher entre forrar o papelão antes de unir as peças ou depois de unidas.

Estas duas peças estão apenas encaixadas esperando a fixação com cola branca. A seguir, é só forrar as tampinhas e colar nas extremidades do tubo que ficará fechado. Finalize com uma demão de verniz.

Bom proveito







sábado, 12 de novembro de 2016

ESQUEÇA O CEP e viva bem melhor



O povo brasileiro alcançou um bom nível de status social e com isso vêm os problemas de superpopulação do centros urbanos. O brasileiro conceituou que ter status social é morar nos bairros eleitos pelo mercado imobiliário. Quem dita o morar bem, é o mercado imobiliário com os seus novos lançamentos que, sempre, classificam como de luxo.

As pessoas deixam de adquirir belos imóveis antigos de excelente construção, estruturas sólidas e belas fachadas apenas para habitar imóveis modernos e, em geral, de baixíssima qualidade porque o endereço do CEP não é de Zona de luxo.

Esse extrato social mais abastado, que viaja pela Europa e USA, nunca se deu conta de que, seja na França ou na Itália, em Nova York ou ainda na Inglaterra, construções antigas enganam à primeira vista, parecendo velhas e maltratadas. Construções que ninguém quer morar, principalmente aqueles que têm posses financeiras e ou econômicas.

Engano total. Essas casas e construções de aparente velhas edificações, são reformados internamente e lá habitam pessoas de grande requinte, quase maioria.

São Luis do Maranhão possui um centro histórico riquíssimo em construções pouco desejadas por pessoas de poder financeiro e econômico, por serem consideradas coisas velhas. Essas pessoas constroem mondrongos arquitetônicos por pura exibição e, falta de requinte, idem para o riquíssimo centro histórico de Recife.

Todas as capitais, cidades e municípios menores ostentam exuberante conjunto de construções de  valor arquitetônico desprezado por novas gerações e novos ricos.

Por outro lado, pessoas com espaços desperdiçados não sabem como aproveitá-los adequadamente e passam a vida circulando pela sala de visitas, de jantar cozinha,  banheiros e os filhos se enfurnam nos quartos. A família raramente possui um espaço para se encontrar e conviver o dia-a-dia. 

O problema destas pessoas é que não querem deixar o CEP que designa status social e se mudar   para bairros menos badalados. O problema delas é a preocupação com a escalada social e, mudar-se para um bairro com menor IPTU e mais distante, para elas, isso significa perda de status. "Meus amigos vão pensar que estou na lona financeira". É assim que a vaidade bronca se revela.

O mesmo fenômeno ocorre no Município do Rio de Janeiro, onde os bairros nascidos muito tempo após o Império se sagraram as mecas do morar bem. Ocorre que esses bairros estão saturados e atraem a violência pelo poder econômico dos seus habitantes. Logo, a qualidade de vida é pura imaginação.

Os belos bairros do tempo do Império ostentam soberbas construções de preciosos valor arquitetônico que estão se desfazendo no abandono e no desinteresse de quem compra imóveis.

Porém, a coisa tende a mudar com a superpopulação dos atuais bairros nobres e o carioca vai enxergar outros endereços como os das Vargens Grande e Pequena, Jacarepaguá, São Cristóvão e Grajaú, e muitos deles já fora o endereço de ouro do Império.

Deixe o apartamento e experimente os ares da liberdade de viver no chão.